Tão depressa te agarro com as duas mãos, como te deixo fugir por entre os dedos… por mais que eu tente, não consigo ter forças para suportar o peso de cada parte de ti, por mais que eu sonhe, não consigo reter todos os grãos de areia em minhas mãos… Com a ajuda de gotas de água tento tornar consistente aquilo que nunca vai ser um castelo perfeito, aquilo que nunca vai ser a casa dos meus sonhos, isto, porque tu de uma forma delicada sopras e parte desse sopro enfraquece tudo aquilo que tento construir… prometi nunca mais “matar a sede aos meus lábios” mas essa promessa foi quebrada… fiz de mim, e do meu corpo uma pedra, onde os sentimentos não existiam, no entanto, eles estão presentes e tu finges que não os sentes… tenho pena !
o teu jogo é aquele que mais odeio, por isso, estou a deixar que sopres e não gasto tempo a reconstruir o que apenas eu quero construir … 


Sim, cansei-me !

1 comentário: