As árvores não respondiam, estava sozinha no meio do nada, ouvia apenas o estalar das folhas, os pássaros…deixei cair uma lágrima, o medo apoderou-se do meu corpo, mas não deixei que me controlasse e permaneci naquele lugar, procurava ajuda de alguém, mas ao mesmo tempo os meus olhos pediam para não ver ninguém… os meus ouvidos ganharam ódio a todas as vozes, os meus lábios saboreavam cada lágrima, perguntava-me porque, se seria loucura fazer tal coisa, não quis pisar outro chão durante horas, aquele lugar era tranquilo! As cores pintavam todo o meu mundo, apenas algo se mantinha constante e teimava em não mudar de cor, era preto, nem em branco se deixava pintar. Apunhalei tal teimosia, deixei o sangue escorrer, deixei que fosse desta forma que ele ganhasse cor… depois, ouvi passos, (…) os meus ouvidos deixaram de ouvir, os meus olhos fecharam-se, os meus braços abraçaram as pernas, o barulho das folhas a serem pisadas tornava-se cada vez mais forte, mas eu fingi que não ouvia, fingi que não sentia , fingi como sempre, mas eu estava com medo ! (…) senti uma mão no meu cabelo, senti um abraço forte, faltava-me coragem para olhar para trás, a minha cabeça permanecia apoiada nos joelhos, mas os meus ouvidos deixaram-me ouvir aquela voz, o sangue estancou, eu não acreditei ! Não quis sair dali, (…) e ainda hoje “visito” aquele lugar.

"As mulheres podem tornar-se facilmente amigas de um homem; mas, para manter essa amizade, torna-se indispensável o concurso de uma pequena antipatia física."
ResponderEliminarFriedrich Nietzsche
Com estas músicas parece que a Barbara está apaixonada !
ResponderEliminar